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QR Code na Educação? É possível?

Sobre este recurso, é fato que seu uso tem se tornado muito recorrente na Publicidade e na Comunicação em Geral, quase que numa tentativa de emprestar ao suporte impresso algumas das características de navegabilidade do digital. Por exemplo, em conteúdos publicitários, é comum encontrar um “saiba mais” ou ainda um código QR como atalho para um link ou App.

O recurso foi assunto recente da revista Meio e Mensagem, Tradicional no universo do marketing e da Publicidade:

https://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/2019/06/05/a-reinvencao-do-qr-code-no-marketing.html

Também foi aplicado em museus e espaços de visitação pública, como Zoológicos (Vide o serpentário interativo do Zoo de Sorocaba:

http://agencia.sorocaba.sp.gov.br/serpentario-interativo-e-exposicao-movimentaram-o-zoo/) e, até mesmo, cemitérios: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2015/11/cemiterio-traz-qr-code-em-tumulos-de-personalidades-em-sorocaba.html

Foto: Assis Cavalcanti / Secom/Sorocaba

No cemitério, com o QR Code, é possível ter acesso à história de figuras ilustres. 

Mas e na educação? Como podemos aplicar este recurso?

Como toda ferramenta, não destinada originariamente para a finalidade didática, o QR Code possibilita soluções tecnológicas que, por sua vez, devem facilitar a concretização de propostas pedagógicas. Ou seja: por traz do mero uso da ferramenta é necessário pensar atividades que coloquem o aprendizado à frente da própria experimentação tecnológica. Não basta que o estudante abra, com seu celular, um conteúdo adicional da aula por meio do QR Code, por exemplo, é necessário que esta ação faça sentido com toda a dinâmica do desenho da proposta pedagógica.

Tenho uma experiência interessante de aplicação, inspirada nas práticas de meu colega, também professor, Leo Victorino com os estudantes de Pedagogia: transformei os QR codes em recursos que facilitaram uma atividade de gamificação para dinamizar os conteúdos teóricos, no meu caso com os estudantes calouros da área da Comunicação.

A proposta era que os estudantes, em equipes, desenvolvessem estratégias, visitassem o espaço da Universidade e dialogassem com a tecnologia ao mesmo tempo, numa espécie de jogo! Assim, usamos a mesma ferramenta, mas transfiguramos suas funcionalidades, para além do “saiba mais”.

Assim, a atividade cumpriu vários propósitos:

  1. Conhecer e observar os vários espaços físicos da universidade
  2. Trabalho em equipe e integração
  3. Dinamização das aulas teóricas
  4. Estímulo à criatividade.

Importante ressaltar que estes propósitos foram traçados antes de a ferramenta ser projetada como solução possível para a atividade.

Foi uma experiência marcante para os estudantes do primeiro período de Comunicação e também para mim, como professora.


Registramos esta experiência em um artigo, que foi apresentado do CIET – ENPED, da Ufscar:

https://cietenped.ufscar.br/submissao/index.php/2018/article/view/508

 

Profa. Ma. Daniele de Oliveira é professora na Uniso e na Esamc/Sorocaba. Doutoranda em Educação e pesquisadora do grupo Perspectiva Ecologista da Educação da Uniso.

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