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QUATRO TONS DE PLÁGIO NA EDUCAÇÃO: QUEM IRÁ EDUCAR OS EDUCADORES?

Os problemas educacionais são, acima de tudo, problemas humanos que afetam e integram processos de criação, de recriação e manutenção da vida.

                           Maria Cândida Moraes      

                                               (2010)

O plágio em trabalhos acadêmicos é um perigo e uma ameaça a instituições de ensino, professores e alunos. Acredito que a melhor forma de o combater é pela via educacional, alertando sobre seus riscos e punições legais, já que se torna de uma apropriação indébita.

Para falarmos sobre plágio é necessário definirmos o que é Propriedade Intelectual, ou seja, às ações da mente, tais como: invenções, obras literárias e artísticas, símbolos, nomes e imagens. Já o plágio é definido como a apresentação de um trabalho ou obra intelectual de outras pessoas, como se fossem de sua própria autoria. Ele ocorre no ambiente acadêmico, quando, sem citar a fonte, é utilizada a produção de outras pessoas em qualquer tipo de trabalho. A lei brasileira 9.610 de 1988, criada para regular os direitos autorais de escritores, artistas, fotógrafos e músicos também protege propriedade intelectual dos indivíduos.

A preocupação com a plágio acadêmico não é apenas brasileira. Na Índia, existe um órgão governamental (UGC – University Grants Comission) encarregado de identificar e punir plágios em 867 universidades. Essa regulamentação tem como objetivo, identificar e punir casos de Plágio envolvendo artigos científicos. Aos professores, alunos e membros do corpo técnico, tornou-se obrigatório o uso de softwares de detecção de plágio, e a eles, serão oferecidos treinamentos para utilizar essas ferramentas. O artigo publicado pela Fapesp sobre os níveis de plágio você pode ler na íntegra aqui.

 Níveis de plágio: UGC – University Grants Comission. Arte Educonecta

No Brasil, trabalhamos com os 4 tipos de plágio acadêmico, conforme se pode ver no infográfico abaixo:

  • Plágio Integral: cópia de uma obra completa, sem identificar o autor;
  • Plágio Parcial: cópia de trechos de várias obras;
  • Plágio conceitual: cópia do conteúdo de uma obra com a modificação das palavras;
  • Autoplágio: copiar um trabalho antigo como se fosse inédito.

É possível, que um trabalho tenha m mesmo trabalho conter mais de um tipo de plágio.

SOEIRO, V. M. da S.; GONDIM, E. P.; VIANA, L. da S.; GOIABEIRA, Y. N. L. de. A.; LIMA, J. F. de B, (2019), fizeram uma revisão sistêmica e atual de literatura sobre o plágio na produção cientifica na área da Saúde como objetivo de delinear o cenário da produção cientifica acerca do plágio na área da saúde e, um dos pontos destacados na análise realizada é que discussão sobre o Plágio é ainda inicial. No Brasil, é visto como um assunto complexo e que necessita de enfrentamento com ações educativas desde a formação inicial, com responsabilização da sociedade e de pesquisadores, além de apontar uma lacuna na produção cientifica brasileira. Leia o artigo na íntegra aqui.

Algumas ações recomendadas por pesquisadores são:

  • A necessidade de abordar precocemente a questão de plágio durante a formação acadêmica, por meio de estratégias educativas e da promoção da cultura de boas práticas na ciência, exaltando valores, primando pela ética e pela integridade do fazer cientifico.
  • A observância dos princípios éticos e morais pelos pesquisadores e pela sociedade em geral, pelos pesquisadores e também pela sociedade, compartilhando assim a responsabilidade e, consequentemente promovendo a adoção de condutas fidedignas e confiáveis.
  • A necessidade de inclusão da temática no Ensino Médio, nos quais se vislumbra a reprodução como normal.

Para finalizar, destacadas aqui a importância de enfrentamento do problema do plágio acadêmico no decorrer da formação universitária, ou mesmo antes, pois, sabemos que as cópias de trabalhos e de material da internet começa cedo nas escolas, às vezes até visto apenas como “preguiça”.  Alertamos que é muito mais do que isso e pode tornar-se uma prática prejudicial se não for eliminada antes.

Sobre a Autora: Rosi Vizentim é graduada em Letras Inglês e Literaturas da Língua Inglesa e Especialista em Educação a Distância. Mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital (PUC–SP), programa onde desenvolve o seu Doutoramento.

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Referências

MORAN, Edgar. Ensinar a viver: Manifesto para mudar a educação. Tradução de Edgard de Carvalho e Mariza Perassi Bosco. Porto alegre: Sulina, 2015

https://revistapesquisa.fapesp.br/quatro-tons-de-plagio-academico/

https://www.researchgate.net/publication/331050436_O_PLAGIO_NA_PRODUCAO_CIENTIFICA_NA_AREA_DA_SAUDE_UMA_REVISAO_DA_LITERATURA

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